O Laboratório de Epidemiologia (LEPI) desenvolve estudos e pesquisas com foco na utilização de grandes bases de dados secundários, empregando metodologias quantitativas e espaciais para compreender os padrões populacionais de saúde e seus determinantes. Suas atividades concentram-se em temas como doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), desigualdades em saúde, impactos de desastres tecnológicos e ambientais, envelhecimento populacional e avaliação de políticas públicas de saúde.
Atualmente, o laboratório participa e coordena projetos de pesquisa de abrangência nacional e internacional. Entre eles, destaca-se a análise epidemiológica da morbimortalidade no contexto pós-desastre das barragens de Fundão e Córrego do Feijão, iniciada em 2024, que investiga os impactos de médio e longo prazo na saúde das populações atingidas por desastres de mineração em Minas Gerais. No mesmo período, o LEPI passou a desenvolver estudos voltados à saúde da população idosa, avaliando arranjos organizacionais e experiências exitosas nas redes de atenção à saúde, com o objetivo de subsidiar a qualificação de gestores do Sistema Único de Saúde (SUS).
Na área das doenças crônicas, o laboratório conduz pesquisas sobre os custos atribuíveis a fatores metabólicos elevados, estimando os impactos econômicos da glicemia, colesterol e pressão arterial elevados para o SUS. Também integra iniciativas internacionais, como o estudo The Burden of Chagas Disease in the Contemporary World, que investiga a carga e os custos da Doença de Chagas e suas manifestações cardíacas em diferentes países.
O LEPI participa ainda do Estudo da Carga Global de Doenças para o Brasil e Países do Mercosul, contribuindo para a quantificação das perdas de saúde e para a capacitação de profissionais no uso das ferramentas do Global Burden of Disease (GBD). Nessa mesma linha, desenvolve pesquisas sobre a carga de doenças e os custos hospitalares atribuíveis ao consumo de álcool no Brasil, bem como estudos que estimam os impactos financeiros e sanitários da alimentação inadequada e do excesso de peso sobre a ocorrência de doenças crônicas e os gastos do sistema de saúde.
Desde 2020, o laboratório integra a pesquisa ConVid – Pesquisa de Comportamentos, que investiga hábitos e comportamentos da população brasileira durante e após a pandemia de COVID-19. Também desenvolve estudos sobre desigualdades em pequenas áreas geográficas, analisando indicadores relacionados às doenças crônicas, às violências e aos fatores de risco, fornecendo evidências para a formulação de políticas voltadas à promoção da equidade em saúde.
Além disso, o LEPI participa do estudo subnacional da Carga Global de Doenças no Brasil, avaliando doenças, agravos e fatores de risco nos estados e capitais brasileiras em articulação com a iniciativa internacional Global Burden of Disease (GBD).
Por meio dessas pesquisas, o laboratório mantém uma ampla rede de colaboração com instituições nacionais e internacionais, contribuindo para o fortalecimento da vigilância epidemiológica, do planejamento em saúde e da formulação de políticas públicas baseadas em evidências científicas.

